Deolane Bezerra é indiciada em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC

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Polícia Civil de São Paulo atribui à influenciadora suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro; defesa nega envolvimento com o crime organizado

Por olhonamídia
Notícias | Justiça
1 de junho de 2026

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Vérnix, investigação que apura um suposto esquema financeiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa da influenciadora nega envolvimento com o crime organizado.

O relatório final complementar da investigação foi encaminhado à Justiça paulista e reúne elementos obtidos durante a apuração, que teve entre seus alvos pessoas apontadas pelas autoridades como integrantes ou ligadas à estrutura financeira investigada.

Além de Deolane, foram indiciados Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado pelas autoridades como liderança do PCC; Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola; Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; Everton de Souza, apontado pelos investigadores como operador financeiro; e o contador Eduardo Affonso Rodrigues.

Segundo a investigação, uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido utilizada para movimentar e ocultar recursos atribuídos à organização criminosa. A apuração teve origem em informações obtidas anos antes e avançou por meio da análise de documentos, movimentações financeiras e outros elementos reunidos pelas autoridades.

Investigação mira movimentações financeiras

De acordo com os investigadores, Deolane teria recebido valores provenientes da estrutura financeira investigada. As autoridades apuram se recursos de origem ilícita foram movimentados por diferentes pessoas e empresas com o objetivo de ocultar sua procedência e reinseri-los na economia formal.

A investigação também alcançou patrimônio e operações empresariais dos suspeitos. A Polícia Civil solicitou medidas de bloqueio e apreensão de bens que, segundo os investigadores, podem ter relação com os fatos apurados.

O indiciamento representa a conclusão da análise policial sobre os elementos reunidos nessa etapa da investigação. A medida, entretanto, não equivale a uma condenação e as imputações ainda dependem da avaliação do Ministério Público e, eventualmente, do Poder Judiciário.

Defesa nega envolvimento

A defesa de Deolane Bezerra nega que a influenciadora integre organização criminosa ou tenha praticado lavagem de dinheiro. Os advogados sustentam que ela não possui vínculo criminoso com o PCC e contestam as suspeitas levantadas na investigação.

A defesa de integrantes da família Camacho também contesta as acusações e afirma que adotará as medidas jurídicas cabíveis para responder às imputações.

Com o encerramento dessa etapa policial, o material segue para análise das autoridades responsáveis pelas fases seguintes do caso. Caberá ao Ministério Público avaliar os elementos reunidos e decidir sobre eventual apresentação de denúncia à Justiça.

O indiciamento não significa reconhecimento de culpa. A responsabilidade criminal dos investigados somente poderá ser definida no decorrer do processo judicial, com direito ao contraditório e à ampla defesa.

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