Entre brilho, exageros e ausência das estrelas: os bastidores da premiere de Diabo Veste Prada 2 no Rio

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Por Geo D’Anjos
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Coluna Giro Fama | Olho na Mídia
06 de maio de 2026

Evento reuniu influenciadores, nomes da moda e figuras da internet em uma noite que acabou virando assunto muito além do próprio filme — entre produções extravagantes, estética fashionista e a sensação de que o espetáculo principal acontecia fora das telas.

O Rio de Janeiro voltou a receber um daqueles eventos onde moda, internet, celebridades e disputa silenciosa por atenção acabam se misturando quase naturalmente. A première brasileira de Diabo Veste Prada 2 movimentou influenciadores, modelos, criadores de conteúdo e nomes conhecidos do entretenimento digital em uma noite que rapidamente dominou as redes sociais — mas curiosamente não exatamente pelo longa.

Nos bastidores da cobertura social, o comentário mais recorrente não girava em torno da continuação do clássico estrelado por Meryl Streep, mas da própria atmosfera criada no evento. Comparada às grandes premieres internacionais ligadas à franquia original, a edição carioca assumiu um tom mais híbrido: menos Hollywood tradicional e muito mais estética de semana de moda atravessada pela lógica da influência digital brasileira.

E isso ficou evidente logo nos primeiros minutos do tapete vermelho.

Carol Trentini na première de Diabo Veste Prada 2
Tati Quebra Barraco na première de Diabo Veste Prada 2
Giullia Buscacio na première de Diabo Veste Prada 2
Imagem: Carol Trentini, Tati Quebra Barraco e Giullia Buscacio em momentos que traduziram diferentes leituras de moda na première de Diabo Veste Prada 2; entre alta-costura romântica, irreverência pop e elegância minimalista, os visuais ajudaram a transformar o tapete vermelho em um dos assuntos mais comentados da noite. Imagem: Webert Belicio / AgNews

O clima foi de competição estética não declarada. Transparências, corsets, luvas longas, tecidos estruturados, brilhos dramáticos e referências góticas dominaram parte das produções. Em alguns momentos, parecia menos uma estreia de cinema e mais um encontro entre editorial fashion, reality show de moda e after party de fashion week.

Carol Trentini apareceu entre os nomes mais elogiados da noite ao apostar em uma construção visual sofisticada, marcada por volumes delicados, transparências suaves e acabamento de alta-costura que dialogava diretamente com o imaginário elegante ligado ao universo de Diabo Veste Prada. O visual rapidamente entrou para a lista dos favoritos nas redes.

Já Tati Quebra Barraco seguiu por um caminho completamente oposto e acabou se tornando um dos nomes mais comentados do evento justamente pela irreverência da produção. O look provocador dividiu opiniões entre quem enxergou autenticidade pop e quem considerou a proposta distante do glamour tradicional esperado para uma première ligada à franquia.

Giullia Buscacio, por outro lado, chamou atenção exatamente pela escolha mais contida. O vestido preto de modelagem limpa e brilho discreto funcionou como um respiro elegante em meio ao excesso visual que tomou conta de parte do tapete vermelho.

Em noites assim, equilíbrio acaba se tornando luxo.

Entre os outros destaques comentados nos corredores do evento, Isabelle Fontana apareceu como um dos consensos da noite ao surgir com uma produção sofisticada, marcada por transparências e textura refinada. Sabrina Sato também manteve a reputação de quem raramente erra em grandes aparições públicas, entregando impacto visual forte sem perder acabamento premium.

Camila Coutinho seguiu uma linha mais fashionista e autoral, conectada ao circuito contemporâneo da moda brasileira, enquanto outros convidados acabaram entrando em uma disputa estética que, para parte do público, ultrapassou o limite entre conceito e exagero.

E a internet, claro, fez sua parte.

Em poucas horas, vídeos analisando figurinos, rankings improvisados, cortes de reação e comentários bem-humorados já circulavam pelas plataformas digitais, transformando a première em conteúdo permanente para redes sociais muito antes mesmo da repercussão do próprio filme.

Mas talvez o comentário mais forte da noite tenha sido outro: a ausência das grandes estrelas internacionais da franquia.

Apesar do peso simbólico de Diabo Veste Prada, parte do público sentiu falta de uma presença mais robusta ligada diretamente ao elenco original ou à produção internacional. Nos bastidores, a percepção era clara: o evento apostava muito mais na força da cultura influencer e da repercussão digital brasileira do que propriamente no impacto cinematográfico tradicional.

E isso diz muito sobre o entretenimento contemporâneo.

Hoje, grandes eventos já não dependem apenas do cinema, da televisão ou das celebridades clássicas para gerar repercussão. A estética, os bastidores, os looks e a capacidade de viralização passaram a ocupar espaço central dentro da experiência pública.

No fim, quase ninguém sai de uma noite como essa lembrando exatamente o trailer exibido. O que permanece é quem brilhou, quem exagerou, quem surpreendeu — e principalmente quem conseguiu transformar poucos minutos de tapete vermelho em assunto inevitável nas rodas de entretenimento do dia seguinte.

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