Por Geo D’Anjos
Coluna Giro Fama | Olho na Mídia
maio 24, 2026
No atual ecossistema da fama, onde algoritmo, audiência e permanência operam em velocidade constante, poucos nomes conseguem escapar da lógica imediatista das redes sociais e construir algo além do momento. Alguns viralizam. Outros transformam exposição em posicionamento contínuo. Erick Ricarte parece caminhar exatamente nessa segunda direção.
Natural de Sergipe, o comunicador construiu uma trajetória que atravessa rádio, televisão e ambiente digital, percurso que hoje diferencia quem apenas aparece de quem aprende a sustentar presença pública em diferentes formatos de mídia. Porque, no cenário atual, visibilidade isolada já não garante permanência. O que começa a definir relevância é outra dinâmica: consistência de linguagem, percepção de autenticidade e capacidade de adaptação dentro de um ambiente onde a atenção muda o tempo inteiro.
E Erick demonstra compreender bem essa lógica.
Ao contrário de perfis que nasceram exclusivamente da aceleração das redes sociais, ele carrega repertório de comunicação tradicional. Isso aparece na maneira como conduz narrativa, organiza conteúdo e administra a própria imagem pública. Existe direção, leitura de ambiente e entendimento de que presença digital não se sustenta apenas em exposição, mas principalmente em continuidade.
A participação em projetos ligados à Record TV, especialmente dentro da dinâmica de realities como A Grande Conquista, ampliou sua projeção nacional. Mas talvez o ponto mais relevante não esteja apenas na exposição conquistada, e sim na maneira como ela passou a ser administrada depois. Erick não tratou a visibilidade como pico passageiro. Transformou repercussão em continuidade, algo que costuma separar movimentos momentâneos de trajetórias realmente em consolidação.
Com uma base sólida nas redes sociais, ele já opera em um estágio onde audiência deixa de funcionar apenas como número e passa a exigir manutenção constante de interesse. Seu conteúdo transita entre bastidores, comportamento, lifestyle e rotina de mídia, sempre sustentado por uma presença relativamente bem definida. Sem depender exclusivamente de polêmicas ou excessos performáticos, mantém frequência de circulação digital e engajamento constante, característica que hoje funciona como indicador importante de disciplina de imagem e estratégia de posicionamento.
No ambiente digital contemporâneo, autenticidade deixou de ser detalhe. Virou ativo de permanência.
Existe também outro aspecto que chama atenção: a forma como Erick constrói identidade pública. Inserido em uma geração altamente atravessada pelas dinâmicas digitais, ele desenvolve sua imagem de maneira leve, sem transformar personalidade em personagem permanente ou conflito fabricado. Essa característica reforça algo cada vez mais valorizado pelo público atual: coerência de presença.
Perfis que conseguem equilibrar autenticidade, constância e proximidade tendem a ocupar espaços mais duradouros no longo prazo. E, com o crescimento da visibilidade, surgem também as exigências naturais desse novo estágio. A exposição contínua aumenta cobrança, amplia observação pública e transforma cada movimento em leitura de mercado. É o momento em que a trajetória deixa de operar apenas como crescimento e passa a exigir sustentação emocional, estratégica e narrativa.
Hoje, Erick reúne elementos valorizados dentro do mercado contemporâneo da influência e do entretenimento: trânsito entre mídias, experiência em comunicação, leitura de bastidor, presença digital ativa e construção de imagem relativamente consistente. Quando alinhados, esses fatores costumam produzir algo mais valioso do que viralização. Produzem reconhecimento contínuo.
Dentro da lógica atual da comunicação, perfis que conseguem manter frequência, identidade e coerência de linguagem tendem a ampliar espaço ao longo do tempo, especialmente em mercados regionais que começam a dialogar cada vez mais com alcance nacional. Erick Ricarte parece se posicionar exatamente nessa curva, sustentando uma presença que cresce menos pelo excesso de exposição e muito mais pela capacidade de permanecer relevante dentro de um ambiente digital em transformação permanente.
No jogo contemporâneo da influência, aparecer já não basta. É preciso construir permanência.