Fim da escala 6×1 avança na Câmara e entra em nova fase

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CCJ aprovou a admissibilidade das propostas que reduzem a jornada de trabalho; mérito passou para análise de comissão especial

Por olhonamídia
Política & Economia | Congresso & STF
23 de maio de 2026

O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 avançou na Câmara dos Deputados após a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovar a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada semanal.

A decisão da CCJ, tomada em 22 de abril de 2026, permitiu que as PECs 221/2019 e 8/2025 avançassem para a etapa seguinte da tramitação.

Na prática, as propostas em discussão alteram a jornada de trabalho e eliminam o modelo de seis dias trabalhados para um dia de descanso.

CCJ analisou constitucionalidade

A aprovação na CCJ não representou a aprovação definitiva do fim da escala 6×1. Nessa etapa, os deputados analisaram a admissibilidade das propostas sob o ponto de vista constitucional.

Com essa fase concluída, o mérito das mudanças passou a ser discutido por uma comissão especial criada pela Câmara.

O colegiado tem a responsabilidade de analisar aspectos como jornada semanal, períodos de descanso, regras de transição e possíveis alterações nos textos antes de eventual votação pelo Plenário.

Duas PECs estão no centro da discussão

A PEC 221/2019, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes, propõe redução da duração semanal do trabalho. A PEC 8/2025 também trata da redução da jornada e do fim da escala 6×1.

As propostas passaram a tramitar conjuntamente na comissão especial, permitindo que os deputados discutam um texto a ser posteriormente submetido ao Plenário.

Comissão especial abriu nova etapa

A comissão especial foi instalada em 29 de abril. O deputado Alencar Santana foi escolhido presidente do colegiado, enquanto a relatoria ficou com o deputado Leo Prates.

A partir dessa etapa, o debate deixou de se limitar à constitucionalidade e passou a envolver diretamente o conteúdo das mudanças propostas para a jornada de trabalho.

O colegiado iniciou uma série de reuniões e audiências destinadas a ouvir diferentes setores envolvidos na discussão.

Mudança ainda depende de votação no Congresso

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, qualquer alteração precisa cumprir um rito legislativo mais rigoroso.

Depois da comissão especial, o texto precisa ser submetido ao Plenário da Câmara, onde uma PEC depende do apoio de pelo menos três quintos dos deputados em dois turnos de votação.

Se aprovada pela Câmara, a proposta ainda precisa passar pelo Senado, também em dois turnos e com quórum qualificado.

Portanto, o avanço das propostas não significava, naquele momento, que a escala 6×1 já estivesse extinta ou que as regras trabalhistas tivessem sido alteradas. A legislação vigente continuava valendo enquanto o Congresso discutia as mudanças.

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