Erika Hilton assume comissão da Mulher e provoca debate na Câmara

Compartilhar

Deputada tornou-se a primeira mulher trans a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher; eleição teve 11 votos favoráveis e 10 votos em branco

Por olhonamídia
Política & Economia | Congresso & STF
23 de maio de 2026

A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados colocou representação política e divergências sobre gênero no centro dos debates do colegiado em 2026.

Hilton foi eleita em 11 de março com 11 votos. Outros dez votos foram registrados em branco. Com o resultado, tornou-se a primeira mulher trans a assumir a presidência da comissão.

A parlamentar sucedeu Célia Xakriabá (PSOL-MG) no comando do colegiado. Laura Carneiro (PSD-RJ) foi eleita primeira vice-presidente, Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), segunda vice, e Socorro Neri (PP-AC), terceira vice.

Eleição expôs divergências

A escolha de Hilton foi acompanhada por manifestações divergentes entre integrantes da comissão.

Parlamentares contrários à eleição questionaram a escolha da deputada para presidir um colegiado dedicado aos direitos das mulheres. Já parlamentares favoráveis destacaram a legitimidade da eleição e a representação de uma mulher trans na estrutura da Câmara.

Ao assumir o cargo, Hilton afirmou que pretende conduzir os trabalhos por meio do diálogo e direcionar a atuação da comissão à defesa dos direitos das mulheres.

Comissão reúne diferentes correntes políticas

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é formada por parlamentares de diferentes partidos e tem entre suas atribuições analisar propostas relacionadas aos direitos e às condições de vida das mulheres.

A composição partidária heterogênea faz com que temas relacionados a gênero, violência, trabalho, saúde, participação política e políticas públicas sejam discutidos por representantes com posições distintas.

Desde a eleição de sua nova presidência, a comissão realizou reuniões deliberativas e debates com participação de parlamentares de diferentes campos políticos.

Direitos e representação permanecem no debate

A presença de uma parlamentar trans na presidência do colegiado ocorre em um cenário no qual questões relacionadas à identidade de gênero também têm sido discutidas no Legislativo, no Judiciário e em diferentes setores da sociedade.

Decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal já produziram mudanças jurídicas importantes nessa área. Entre elas está o reconhecimento do direito de pessoas transgênero alterarem nome e gênero no registro civil pela via administrativa, independentemente de cirurgia de redesignação sexual.

Essas mudanças convivem com divergências políticas e sociais sobre os limites e a formulação de políticas relacionadas a sexo, gênero e direitos individuais.

A presidência de Erika Hilton na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher acrescentou um novo elemento institucional a esse debate. Caberá ao colegiado discutir e votar as propostas submetidas à comissão ao longo do ano legislativo.

CONTINUE NO OLHO NA MÍDIA

Cinco caminhos para continuar informado.

← VOLTAR À HOME