Influenciador ressuscita passado amoroso da atriz, dispara contra sua vida pessoal e transforma a troca de farpas em uma guerra de reputações nas redes
Por Geo D’Anjos
Coluna Giro Fama | Bastidores
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21 de setembro de 2026
Luana Piovani fez da franqueza sem filtro uma das marcas de sua presença pública. Ex-companheiros, famosos, influenciadores e personagens da política já passaram por sua mira — quase sempre acompanhados de frases que rapidamente deixam os stories para ganhar manchetes.
Desta vez, porém, a atriz encontrou alguém disposto não apenas a responder, mas a disputar com ela o protagonismo da confusão. Rico Melquiades aumentou o volume da guerra entre os dois e decidiu procurar munição em um arquivo que o universo das celebridades brasileiras conhece bem: o passado amoroso de Luana.
E foi assim que Rodrigo Santoro, sem participar da briga, acabou arrastado para o centro dela.
Em uma nova sequência de provocações, Rico recuperou o antigo relacionamento dos atores e usou episódios da vida pessoal de Luana para atacá-la. Depois avançou sobre carreira e família, transformando o que já era uma troca de farpas em algo mais próximo de um acerto de contas público.
Santoro entra na guerra sem pedir convite
O nome de Rodrigo Santoro carrega um componente especialmente explosivo nessa história. Ele e Luana formaram um dos casais mais comentados do entretenimento brasileiro no fim dos anos 1990, e o término voltou diversas vezes ao noticiário ao longo das décadas seguintes.
A própria atriz já falou publicamente sobre o assunto. Em 2024, Luana admitiu ter traído Santoro, afirmou que contou ao então namorado o que havia acontecido e disse que a relação já atravessava problemas. Na mesma ocasião, declarou que posteriormente soube que também teria sido traída.
É justamente nesse velho capítulo que Rico resolveu mexer. Há, entretanto, uma fronteira importante: a traição admitida pela própria Luana é informação pública; as demais acusações e insinuações feitas pelo influenciador permanecem declarações de Rico e não são apresentadas pelo Olho na Mídia como fatos comprovados.
Da fofoca ao acerto de contas
O ingrediente que faz essa disputa funcionar tão bem nas redes é o encontro de duas personalidades que entendem perfeitamente o valor da exposição.
Luana construiu uma presença digital marcada por opiniões fortes, críticas frontais e pouca disposição para dourar a pílula. É uma postura que garante repercussão, alimenta identificação com parte do público e mantém seu nome permanentemente circulando. Mas também produz desafetos.
Rico percebeu o terreno e resolveu jogar nele. Em vez de responder como ofendido silencioso, entrou no mesmo mercado de ironias, provocações e exposição pessoal.
É a velha fofoca de celebridades adaptada à velocidade de 2026: não existe mais espera pela capa da revista da semana seguinte. O barraco nasce, cresce, ganha resposta e produz uma nova manchete antes mesmo de o primeiro story desaparecer.
Quando quem ataca também vira alvo
A guerra começou a ganhar corpo depois que Luana comentou a controvérsia envolvendo Rico e mulheres apresentadas como trabalhadoras de sua residência. A atriz republicou uma retratação do influenciador e o atacou. Rico respondeu levando a discussão para a vida pessoal dela. A troca de provocações continuou durante o fim de semana.
Rico ainda apareceu em uma praia acompanhado por seguranças e fez nova provocação. Luana reagiu outra vez e o chamou de “boçal”.
Agora, com Santoro puxado para o roteiro, a briga ganhou outra camada. Rico percebeu que o passado público de Luana oferece material suficiente para transformar cada resposta em um novo episódio.
E esse talvez seja o ponto mais desconfortável para quem fez da exposição uma ferramenta de poder: na internet, arquivo também é munição.
Rico também está sob pressão
Há uma ironia nessa batalha. Enquanto tenta deslocar os holofotes para Luana, o próprio Rico atravessa uma crise pública.
O Ministério Público do Trabalho em Alagoas ajuizou ação civil pública contra o influenciador e o acusa de assédio eleitoral contra trabalhadoras. O órgão pede o cumprimento de 18 obrigações e indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.
O pedido de R$ 5 milhões é do Ministério Público do Trabalho e não representa condenação definitiva.
A Justiça do Trabalho concedeu tutela provisória de urgência determinando que Rico se abstenha de praticar assédio eleitoral contra empregados. Segundo o MPT, o descumprimento das determinações judiciais pode resultar em multa de R$ 300 mil por infração, a cada constatação e por trabalhador prejudicado.
Rico publicou retratação e contestou aspectos da repercussão do episódio. Foi justamente em torno dessa controvérsia que Luana entrou na história — e o que poderia terminar como mais uma crítica em rede social acabou abrindo uma guerra paralela.
No tribunal das redes, reputação é moeda
Luana e Rico pertencem a universos diferentes, mas conhecem muito bem a mesma moeda: atenção.
Ela carrega décadas de televisão, cinema, publicidade, relacionamentos célebres e uma imagem pública construída entre glamour, opinião e confronto. Ele representa a geração que transformou cotidiano, reação e conflito em conteúdo instantâneo.
Quando esses dois mundos se encontram, o resultado dificilmente seria silencioso.
Luana provoca. Rico devolve. Santoro reaparece sem entrar na conversa. O arquivo é aberto. E a plateia acompanha tudo em tempo real.
É fofoca? Sem dúvida. Mas é também um retrato bastante atual de como celebridade, reputação e engajamento passaram a dividir a mesma mesa.
E, pelo ritmo dessa guerra, ninguém parece disposto a pedir a conta primeiro.